sábado, 26 de janeiro de 2013

#BOMBA! Jornalista condenado a pagar R$ 410 mil . Cadê a Liberdade de Expressão?

Por Carlos Parrini ... 

A coisa está ficando feia para quem denuncia os desmandos e o Mal Feito. Daqui a pouco estaremos proibidos de postar qualquer coisa contra os corruptos aqui no Blog e pela imprensa de um modo geral. Está pior que na época da Ditadura.
Outro dia entrei com uma ação contra um cartão de crédito por cobrança indevida e ganhei. Pensei que ia receber uma bolada. Recebí o que me deviam em dobro mais perdas e danos de R$ 600,00. Embora eu pleiteasse por 40 salários mínimos, recebí uma mixaria. A Juíza ainda disse que seguia a Lei de não dar uma sentença para não fazer alguém Rico Ilicitamente.
Agora, o repórter tem que pagar R$ 410 mil a um Grupo Milionário do Pará. Eles podem aumentar sua riqueza, nós nem uma indenização digna podemos receber, pois há limites.
Uma coisa é certa, esse Jornalista terá de vender até as calças para pagar essa indenização abusiva.
Vai pagar mais que muitos dos mensaleiros que cometeram crimes inafiançáveis.
Espero que haja uma Reforma Judiciária para acabar com esses Mal Feitos judiciais, inclusive com as vendas de Sentenças que até hoje existem e que não ataquem a Liberdade de Expressão com esse tipo de Censura. Queremos ser livres para denunciar.


Vejam a Notícia transcrita do Blog do Noblat:

Liberdade de expressão ameaçada

Condenado a pagar indenização de R$ 410 mil, jornalista paraense foi alvo de mais de 30 processos judiciais. Para autoras, tenta-se assim “inviabilizar a produção de um jornal alternativo que denuncia desmandos de grupos de poder locais”
Congresso em Foco
Brenda Taketa e Rose Silveira 
Reconhecido no final do ano passado com o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, entre as várias homenagens recebidas por seu trabalho nos últimos anos, o jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, que edita há 25 anos o Jornal Pessoal, foi novamente condenado pelo Judiciário paraense.
Desta vez, ele deverá pagar quantia próxima a R$ 410 mil (ou 600 salários mínimos) ao empresário Romulo Maiorana Júnior e à empresa Delta Publicidade S/A, de propriedade da família Maiorana, também detentora de um dos maiores grupos de comunicação das regiões Norte e Nordeste, as Organizações Romulo Maiorana.
A decisão da desembargadora Eliana Abufaiad, que negou o recurso interposto pelo jornalista no primeiro semestre de 2012, data de 21 de novembro de 2012, mas foi publicada apenas em 22 de janeiro com uma incorreção e, por causa disso, republicada na última quarta-feira, dia 23. O jornalista vai recorrer da decisão, tentando levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas teme que a condenação seja confirmada.
Romulo Maiorana Júnior alega ter sofrido danos morais e materiais devido à publicação, em 2005, do artigo “O rei da quitanda”, no qual o jornalista abordava a origem e a conduta do empresário à frente de sua organização. Por causa desse texto, em 12 de janeiro do mesmo ano, Lúcio Flávio foi agredido fisicamente pelo irmão do empresário, Ronaldo Maiorana, junto com dois seguranças deste em um restaurante de Belém.
Depois da agressão, o jornalista também se tornou alvo de 15 processos judiciais, penais e cíveis, movidos pelos irmãos. Chegou a ser condenado em 2010 a pagar uma quantia de R$ 30 mil, mas recorreu da decisão do juiz Francisco das Chagas.
A recente decisão da desembargadora Eliana Abufaiad, se confirmada, significará um duro golpe às atividades desempenhadas por Lúcio Flávio, que não dispõe de recursos financeiros para arcar com as indenizações.
Desde os anos 1990 foram movidos contra ele mais de 30 processos judiciais, que representam uma tentativa de inviabilizar a produção de um jornal alternativo que denuncia fraudes e desmandos de empresários e grupos de poder locais.


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