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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

#BOMBA! Obras do DNIT já custam R$ 2,6 bi acima do previsto.

Apesar da imprensa estar sempre divulgando os escandalos de corrupção no Governo do PT, apesar de ficarmos estarrecidos com tanta roubalheira jamais vista na história do Brasil, nada tem sido feito para exterminar o cancer que se alastrou no Governo desde da era Lula.
Dilma tenta mostrar serviço, para enganar trouxas, apenas afastando os corruptos dos cofres públicos, mas os mantém por perto ou em outros cargos como acontece com o mensaleiro José Genoino, Mercadante e outros envolvidos com crimes graves contra a nação.
Vejam que apesar de tudo isso, o povo se mantem afastado. Isso foi comprovado no último domingo quando umas 200 pessoas saíram a protestar contra a corrupção no Rio, sendo a grande maioria de quarentões para cima. 
Acredito que se fosse a favor dos gays, maconha, ou de JESUS, milhões estariam prestigiando.
Cadê os Caras pintadas? Cadê a UNE? Cade a CUT? Cadê a CGT ou outros movimentos que colocavam a boca no trombone por crimes menores que esses? Faziam greves Geral, Piquetes, Marcha, Passeatas e etc quando o PT era oposição? Poxa! Falei besteira pois esperar alguma coisa desses movimentos que foram comprados pelo Governo do PT, é em vão.
Notem que o povo do Rio é tão bobo que elegeu o Líder dos caras pintadas, Lindemberg Farias, como senador. Mesmo sabendo que o mesmo não fez nada como prefeito de Nova Iguaçú RJ. Visite Nova Iguaçú e verás que continua a mesma coisa de 10 anos atrás. 
Mas é isso, enquanto o povo aceitar esses quadrilheiros no poder, teremos de nos acostumar com essas bombas.

Vejam a matéria divulgada no site do ESTADÃO:

Obras do Dnit já custam R$ 2,6 bi acima do previsto


AE - Agência Estado
Obras em andamento administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já tiveram acréscimos de preços de R$ 2,6 bilhões. Os aditivos contratuais são apontados como uma das maiores brechas para irregularidades no órgão. Dos contratos de obras em curso, 14% registram aditivos acima do limite legal, de 25% do preço inicial acertado.
As informações foram colhidas por consulta feita pela reportagem no Sistema de Informação e Apoio à Tomada de Decisão (Sindec), instalado no Dnit. Seu uso para o acompanhamento do desempenho do departamento foi boicotado pela direção do órgão, afastada na crise que já vai completar um mês.
"O Dnit desenvolveu e estão em produção vários sistemas corporativos estratégicos, que não são usados na plenitude de suas funcionalidades por imposições inexplicáveis dos dirigentes", afirma a Associação dos Engenheiros do Dnit, em carta entregue na sexta-feira ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio.
O documento, com propostas de saneamento no órgão, sugere ainda, entre medidas a serem adotadas a curto prazo, que as obras não tenham aditivos acima de 25% do preço original, "como forma de inibir a prática nefasta do jogo de planilhas". O limite foi fixado pela lei das licitações e o seu desrespeito é objeto de reiteradas críticas do Tribunal de Contas da União (TCU) aos contratos de obras do departamento.

terça-feira, 26 de julho de 2011

#BOMBA! Por que Erenice Guerra engavetou denuncias graves contra DNIT?

Vejam como eles são coniventes. Quando Dilma era ministra da Casa Civil colocou Erenice Guerra como sua assessora. Em 2006 Erenice foi avisada de acusações graves no Ministérios dos Transportes. O que ela fez? Arquivou e deixou a roubalheira funcionar debaixo do nariz, de sua Chefa e de todo o governo do PT. Ela sabia que não ia acontecer nada. E realmente não aconteceu nada. Depois de novas denuncias agora, apenas afastaram algumas sardinhas do poder mas ninguem foi preso e ninguém está sendo investigado. PF e MP fingem que não veem. Pra piorar as coisas, o Partido dos quadrilheiros PR, continua servindo a sua magestade.
É nisso que se fiam os PTistas e seus apoiadores: IMPUNIDADE. Vejam o Mensalão de Lula, o Dossiê Pelocano do Mercadante e nada foi feito até hoje. Enquanto isso, o povo satisfeitos com esmolas e emprestimos consignados, continua votando nesses canalhas.
O que seria do Brasil se não fosse o PIG para denunciar essas roubalheiras?

Vejam a matéria transcrita da Revista Época:

Por que engavetou?

No fim de 2006, Erenice Guerra rejeitou uma proposta de investigação sobre denúncias graves que envolviam o Ministério dos Transportes

LEONEL ROCHA E MURILO RAMOS
Andre Dusek/AE e Tulio Santos/EM/D.A Press
NÃO CHECADO 
A ex-ministra Erenice, que atuava como assessora de Dilma na Casa Civil quando a denúncia chegou ao Planalto, e Hideraldo Caron, diretor do Dnit até a semana passada. No destaque, trecho da planilha com a denúncia citando Caron
Em novembro de 2006, a então secretária executiva da Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra, recebeu uma carta com denúncias graves. A correspondência falava sobre como grandes empreiteiras pagavam propina aos dois últimos ministros dos Transportes, Anderson Adauto e Alfredo Nascimento, a políticos do PL e a diretores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) durante o primeiro governo Lula. Endereçada à então chefe de Erenice, Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil na ocasião, a denúncia detalhava valores de obras, citava quem pagava e quem recebia dinheiro. Tudo muito semelhante ao esquema revelado no atual escândalo do Ministério dos Transportes.
A carta denúncia chegou ao governo depois de recebida em casa por um alto funcionário da Secretaria de Controle Interno do Palácio (Ciset), órgão que fiscaliza a lisura dos contratos firmados pela Presidência. O funcionário diz que a carta era anônima. Apesar de apócrifa, os auditores do Palácio se convenceram da necessidade de apurar. Diante do conteú­do delicado do documento, decidiram procurar Ere-nice Guerra. ÉPOCA ouviu dois funcionários da Ciset que acompanharam a história para saber o que aconteceu. De acordo com eles, depois de ler a carta, Erenice pediu um tempo para reflexão. Mais tarde, no mesmo dia, informou que não aceitaria a recomendação – mandar investigar a denúncia – para não criar problemas com a base governista no Congresso Nacional.
Hoje, lendo a carta com atenção, chega-se à conclusão de que, se as acusações tivessem sido apuradas, boa parte das suspeitas de corrup-ção surgidas nas últimas semanas – que levaram à demissão de mais de uma dúzia de funcionários dos transportes, entre eles o ministro Alfredo Nascimento – teria sido evitada.
O documento apócrifo pedia providências para que, no segundo mandato do presidente Lula, não fosse mantido o esquema de corrupção montado pelo Partido Liberal, o PL, no Ministério dos Transportes. Depois do escândalo do mensalão, em 2005, o PL mudou de nome e passou a se chamar Partido da República, PR. O remetente anexou cinco extratos de contrato do Dnit com empreiteiras e uma planilha que relaciona os pagamentos feitos pelo governo às empresas, com distribuição de propina. Esses contratos teriam rendido R$ 866,6 milhões a cinco construtoras. Segundo a denúncia, essas empreiteiras teriam repassado R$ 41,8 milhões de propina a políticos e funcionários do Dnit por intermédio de outra empresa, chamada EMPS. A maior parte dos pagamentos ilegais (R$ 25,9 milhões), segundo a planilha, foi feita ao PL, cujos dirigentes também teriam recebido outros R$ 4,3 milhões. São citados como beneficiários desse dinheiro os deputados federais Valdemar Costa Neto e Milton Monti, ambos de São Paulo. Ainda segundo o documento, alguns diretores e altos funcionários do Dnit tam-bém teriam sido beneficiados:
1) Mauro Barbosa, na ocasião diretor-geral do Dnit, com R$ 8,6 milhões, equivalente a 1% das verbas liberadas;
2) Hideraldo Luiz Caron, diretor de Infraestrutura do Dnit até a semana passada, com R$ 1,5 milhão;
3) Luiz Prosel Jr., coordenador de Construção Rodoviária do Dnit na ocasião, com R$ 800 mil;
4) Márcio Guimarães de Aquino, que era chefe da Comissão Permanente de Licitação do Dnit, com R$ 400 mil;
5) Hugo Sternick, ex-chefe da Divisão de Projetos, com R$ 200 mil.
Segundo funcionários, Erenice disse que não investigaria para não criar problemas com a base
Os dois primeiros nomes da lista foram diretamente atingidos pelo escândalo atual. Barbosa era o chefe de gabinete do então ministro Alfredo Nascimento até três semanas atrás. Caiu na primeira leva de demissões determinadas por Dilma.
No final da tarde da última sexta-feira, Caron pediu demissão depois de 15 dias de pressão. Desde o começo da crise, ele foi citado por integrantes do PR como o representante do PT na máquina de aditivos de contratos do Dnit. Contra ele, pesam cerca de 100 pro-cessos no Tribunal de Contas da União (TCU). Num deles, foi condenado em maio a restituir R$ 4,2 milhões aos cofres públicos, co-mo revelou ÉPOCA na semana passada.
As pessoas e empresas citadas no documento apócrifo foram procuradas por ÉPOCA. Por meio de sua assessoria, Dilma encaminhou a seguinte nota: “Não há registro de entrada desta denúncia na Ciset na ocasião citada. A Ciset recebeu hoje (22/7) um e-mail com remeten-te não identificado com relato de fatos que podem corresponder às denúncias narradas pela revista Época. Esses fatos serão apurados por processo administrativo”. Erenice Guerra não foi encontrada.
O deputado Valdemar Costa Neto, secretário-geral do PR, diz que a denúncia não tem sustentação. Para o PR, essas acusações, como todas as outras que vieram a público nas últimas semanas, devem ser apuradas pela Polícia Federal.
Cinco empreiteiras são acusadas na carta de pagar propinas por obras na BR-101, no Rio de Janeiro e no Nordeste. A construtora Queiroz Galvão afirmou que refuta “toda e qualquer acusação de pagamento de propina e contratação de empresa para a realização deste tipo de pagamento”. O Grupo ARG também negou pagamentos ilegais. As outras empreiteiras citadas no documento não responderam às ligações. Procurado para falar sobre os cinco funcionários citados na denúncia, o Dnit informou que todos desconhecem as acusações e negam qual-quer irregularidade. Na entrevista em que anunciou sua demissão, Caron disse que tinha sido procurado por ÉPOCA para falar sobre uma denúncia. Sem entrar em detalhes, afirmou: “Qualquer acusação é absolutamente mentirosa. Espero que quem escrever tenha no mínimo prova”.
A prudência e o benefício da dúvida recomendam que se deve tratar com muito cuidado qualquer denúncia anônima. Todas as normas de boa conduta dos servidores públicos, porém, determinam que as acusações de irregularidades devem ser apuradas para que não pairem dúvidas sobre os responsáveis pelo uso do dinheiro público. A dimensão do escândalo atual mostra que a carta enviada ao Palácio do Planalto em 2006, embora apócrifa, trazia o roteiro de um grande foco de corrupção.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ponte de 42 km na China custou R$ 2,4 Bi. No Brasil do PT com 3 Km por R$ 1,2Bi

Vejam como o DNIT deixa que superfaturem obras. A maior ponte do mundo com 42 km foi construída na China por R$ 2,4 Bí. No Rio Guaíba no RS do Tarso Genro do PT, uma pequena ponte de 3 Km vai sair R$ 1,2 Bí  (fora os aditivos que aparecerão).
Realmente os PTistas e aliados estão enriquecendo muito rápido. Vejam Palocci e outros meliantes denunciados pela imprensa e o MP. Mas não é só gente do governo. Vejam Ricardo Teixeira e Sergio Cabral. A reforma do Maracanã que terá 70 mil assentos, ficará mais caro que o Estádio de Joahnnesburg na África, com 96 mil assentos, construido novinho em folha para a COPA e custou a bagatela de R$ 700 milhões.
Só estão sendo descobertos porque a imprensa ou PIG como eles chamam, tem  denunciado. Se eles chamam a imprensa que os denuncia com razão de PIG, o que seria de nós se esse PIG não existisse? Querem ficar desviando verbas sem serem incomodados. Se forem incomodados, chamarão de golpistas ou de reacionários.
Comparativa e proporcionalmente, essa ponte que está sendo construída no RS, está sendo mais cara que a Ponte Rio Niteroi que foi construída pelos Militares de quem tanto criticam e fazem pior.
Uma coisa é certa: Nunca na história do Brasil, o brasileiro foi tão roubado.

Confiram a reportagem transcrita do Blog do Augusto Nunes da Veja:


Só no Brasil a nova ponte do Rio Guaíba não é o caminho mais curto entre o Ministério dos Transportes e a penitenciária

Há uma semana, o governo da China  inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que  liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.
Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhão.
Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:
Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.
Depois de ter ordenado o afastamento dos oficiais, aí incluído o coronel do DNIT, Dilma Rousseff parece decidida a preservar o general. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, avisou nesta segunda-feira uma nota da Presidência da República. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”. Tradução: em vez de demitir o chefe mais que suspeito, Dilma encarregou-o de  investigar os chefiados.
Corruptos existem em qualquer lugar. A diferença é que o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer em outros países uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento e seus parceiros saberiam que o castigo começa com a demissão e termina na cadeia.


domingo, 10 de julho de 2011

Recomendo: Velha novela, novos atores ( via Nelson Mota )

Velha novela, novos atores
NELSON MOTTA
O Globo - 08/07/2011

Há 22 anos, nos estertores do governo Sarney, fazia espetacular sucesso a novela "Vale tudo", de Gilberto Braga, que expressava os sentimentos mais profundos do país naquele momento, com a inflação desenfreada, a fraude do Plano Cruzado, a moratória humilhante, o desastre administrativo, a corrupção generalizada e impune. Maria de Fátima e Odete Roitman eram odiadas como símbolos nacionais da arrogância, da mentira, do cinismo e da maldade.

Reprisada no canal Viva, a novela repetiu o sucesso. As vilanias, as covardias, os roubos, os deboches - e a impunidade - continuam atuais. A diferença é que a festa pobre que Cazuza cantava na abertura de "Vale tudo" agora é rica, nouveau riche, deslumbrada, movida a jatinhos e resorts, com empresários e sindicalistas confraternizando alegremente, julgadores e julgados dividindo mesas e viagens, controladores e controlados sem qualquer controle.


Odete Roitman não morreu e ainda usa o mesmo cabelo, os mesmos brincos, as mesmas pedantes sobrancelhas arqueadas e mesmo esnobismo, embora tenha perdido muito da classe.


Os políticos são os mesmos, só mudam de nome e de partido, mas agora são botoxados e trocaram o acaju dos cabelos pelo negro graúna. Os empresários só mudaram de cara e de ramo, agora são todos progressistas, preocupados com a comunidade e a sustentabilidade, e o seu objetivo principal é gerar empregos e impedir que os estrangeiros invadam nosso mercado (rs).

Diante da fúria e da revolta que me despertam a ladroeira e o cinismo dessa gentalha, faço um exame de consciência: será que, depois de 22 anos como um liberal radical e independente, fui dominado pela ira indignada e regredi a um moralismo pequeno burguês udenista?

O engraçado é que na época de "Vale tudo", quando era oposição e o seu denuncismo implacável revelava falcatruas e maracutaias, o PT foi apelidado de "UDN de macacão". Bons tempos, bom humor. Hoje a palavra de ordem é defender o companheiro a qualquer custo, e depois levá-lo num canto e dizer que ele estava errado.

Veja mais no
 Blog AVARANDA:


quarta-feira, 6 de julho de 2011

#BOMBA! Patrimonio do FILHO do Min. Alfredo Nascimento cresceu 86.500%

Poxa! Acho que até Palocci, Lulinha e outros meliantes devem estar com inveja do filho desse outro ministro corrupto, o Gustavo Pereira. Eles escondem, escondem e escondem e acabam sendo descobertos por mais que escondam a sujeira debaixo do tapete. Fizeram escola com o PT e são craques em enricar da noite pro dia. Vejam notícias contrastantes: Enquanto se denuncia que a saúde vai de mal a pior, integrantes do governo enriquece da noite pro dia.
Não é a toa que os protestos aqui na rede virtual não tem limites. Podem ter certeza que esse ladrão será afastado, mesmo tendo sido defendido publicamente po DILMA, que sempre joga bola fora. Agora se vão ser presos ou não, só a justiça dirá. Pode ser que apenas o enquadrem no crime de responsabilidade (colarinho branco) e o meliante vá viver feliz para sempre ao lado do fruto de seu roubo e do seu filho.



Patrimônio de empresa de filho de Alfredo Nascimento aumenta 86.500%

Publicada em 05/07/2011 às 23h59m
Jailton de Carvalho (jailtonc@bsb.oglobo.com.br) e Gerson Camarotti (gcamarotti@bsb.oglobo.com.br)

O ministro dos Transportes , Alfredo Nascimento, em foto de Aílton de Freitas
BRASÍLIA - O Ministério Público Federal Federal está investigando suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, arquiteto de 27 anos, filho do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Dois anos após ser criada com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de Gustavo, amealhou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões, um crescimento de 86.500%. As investigações podem complicar ainda mais a situação do ministro, que, desde sábado, tem sido obrigado a se explicar sobre o suposto envolvimento de seus principais assessores com corrupção.

As investigações começaram ano passado, a partir de um nebuloso negócio entre Pereira e a SC Carvalho Transportes e Construções, empresa beneficiária de recursos do Ministério dos Transportes. Em 2007, a SC Transportes repassou R$ 450 mil ao filho do ministro, conforme documentos em poder da Procuradoria da República do Amazonas. Nesse mesmo ano, a empresa recebeu R$ 3 milhões do Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes para incentivar a renovação da frota do país. Em 2008, a empresa ganhou mais R$ 4,2 milhões.
Os repasses do ministério à empresa estão registrados no Portal da Transparência, do governo federal. O Ministério Público abriu investigação para apurar se houve conflito de interesse nas decisões do ministério chefiado por Nascimento e os benefícios pagos à empresa que negociou com o filho do ministro:
- O que nos causou estranheza foi o fato de uma empresa de um dos amigos do ministro receber grandes valores (do ministério) e depois fazer negócio com o filho do ministro - disse ao GLOBO um dos investigadores do caso.
MP ainda decide se ministro deve depor
A SC Transportes está em nome de Marcílio Carvalho e Claudomiro Picanço Carvalho. Em 2006, um ano antes da SC receber R$ 3 milhões do Ministério dos Transportes, Picanço doou R$ 100 mil à campanha de Nascimento ao Senado, como registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O empresário foi o principal doador da campanha do ministro. Picanço também doou R$ 12 mil ao PR, então chamado de PL. Marcílio é marido de Auxiliadora Carvalho, nomeada pelo ministro para chefiar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amazonas e em Roraima.
O Ministério Público ouviu Gustavo. Ele disse que o dinheiro recebido da SC Transporte é fruto da venda de um imóvel. As explicações não convenceram. O Ministério Público estranhou o crescimento patrimonial do arquiteto. Em 2005, aos 21 anos, ele e dois sócios fundaram a Forma Construções. Em 2007, a empresa declarou patrimônio de R$ 52,3 milhões em documentos da Receita Federal. Um ano antes, os ativos somavam R$ 17,7 milhões.
Em grande ofensiva no mercado imobiliário do Amazonas, a empresa construiu em curto período um conjunto de 86 casas de alto padrão e um prédio comercial de 20 andares, num bairro nobre de Manaus. A investigação, ainda não concluída, aponta indícios de patrimônio incompatível com a renda declarada por Gustavo. O Ministério Público ainda estuda se chamará Nascimento para depor.
O ministro confirmou o negócio do filho com a SC Transportes, mas negou irregularidades na transação e informou que "o depósito a que O GLOBO se refere decorre da venda de imóvel, transação registrada na declaração de Imposto de Renda", disse por e-mail. Negou ainda ter ligações com os donos da SC Transportes.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/07/05/patrimonio-de-empresa-de-filho-de-alfredo-nascimento-aumenta-86-500-924847810.asp#ixzz1RKSosGjg
 
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