Felipe Pontes e Kelly Oliveira - Repórteres da Agência Brasil ...
A seleção brasileira de futebol é campeã olímpica dos Jogos Rio 2016. O ouro foi conquistado nos penalties, após o empate tenso de 1 a 1 nos 120 minutos de duração da partida. O título veio na quinta bola chutada por Neymar, após o goleiro Weverton ter defendido o penalty cobrado pelo jogador alemão.
O Brasil abriu o placar com o gol de Neymar, aos 26 minutos de jogo, em cobrança de falta. Em comemoração, Neymar repetiu o gesto de imitar um raio do jamaicano tricampeão olímpico de atletismo, Usain Bolt, presente no estádio. Bolt vibrou com o gol de Neymar.
Empate
Meyer, da Alemanha empatou, aos 13 minutos do segundo tempo. O gol de ocorreu após uma falha da defesa brasileira, numa bola rebatida. A partir daí, as duas equipes fizeram um jogo tenso com várias chances de gols perdidas pelas duas seleções.
História de uma conquista
Foram necessários 64 anos, mas a seleção brasileira enfim chega ao ouro nos Jogos Olímpicos, numa conquista que serve de redenção para uma geração de jogadores que, pelo menos, desde a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, vinha sendo apontada como desprovida de grandes craques, assim como a responsável pelo rebaixamento da seleção brasileira do papel de protagonista para o de coadjuvante no futebol mundial.
A seleção brasileira conquista ouro olímpico com vitória sobre a Alemanha no Maracanã. Neymar abriu o placar com um gol de falta no primeiro tempo da partidaDivulgação/Confederação Brasileira de Futebol
Quis também o destino que o ouro fosse proporcionado por uma vitória sobre a Alemanha, país que derrotou o Brasil por 7 x 1 na semifinal do Mundial de 2014, no Brasil. O feito de agora passou longe de ser encarado pelos brasileiros como uma revanche para o fiasco de dois anos atrás. Um dos motivos é o de a seleção olímpica alemã ter em seu elenco somente um jogador que estava presente no Mundial, o zagueiro reserva Mathias Gunter. Mas esse foi um ingrediente a mais para incrementar o sabor de ganhar em casa um título há muito sonhado.
Neymar fez o gol na quinta cobrança de penalty. Depois o goleiro Veverton defenderia a bola que deu a medalha de ouro para a seleção brasileira.Fernando Frazão/Agência Brasil
A perseguição ao ouro olímpico, último grande título internacional que faltava ao Brasil no futebol, ganhou contornos de obsessão nas últimas décadas, sentimento que acabou catalisado nestes Jogos Olímpicos, pelo fato do elenco jogar em casa, na primeira Olimpíada na América do Sul.
História começa em Helsinque
O Brasil estreou nos Jogos Olímpicos em 1952, em Helsinki, quando ficou em quinto lugar, após uma derrota nas quartas de final justamente para a Alemanha. Desde então foram conquistados dois bronzes, em Atlanta (1996) e Pequim (2008). As pratas foram fruto de três derrotas em finais: em Los Angeles para a França, em 1984; em Seul para a União Soviética, em 1988; e em Londres para o México, em 2012. Foram necessárias portanto quatro finais para que os jogadores brasileiros finalmente pendurassem o ouro no pescoço, numa competição que ao longo dos anos ficou marcada pela zebra, tendo como medalhistas no passado países sem nenhuma chance em Copas do Mundo, como Bulgária, Suíça, Japão e Camarões.
O fenômeno se deve à restrição imposta pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que permitem a participação nos Jogos somente de atletas abaixo dos 23 anos, com três exceções para cada país. A medida serve para amenizar o protagonismo midiático do futebol sobre outros esportes e equilibrar o torneio, ao contribuir para a ausência de grandes craques.
Uma dessas zebras foi a marcante derrota dos brasileiros para a Nigéria na semifinal de 1996, em Atlanta, quando a seleção era comandada por Zagalo e tinha os astros Bebeto, Ronaldo e Rivaldo na dianteira. O Brasil marcou um gol de falta logo nos primeiros dois minutos e terminou o primeiro tempo vencendo por 3 x 1. Mas a equipe derreteu na segunda etapa, cedendo o empate no tempo regulamentar. Na prorrogação, tomou o gol de ouro. Na disputa pelo bronze, o time se recuperou, goleando Portugal por 5 x 0.
Primeria medalha
A primeira medalha pode também ser considerada uma zebra, pois surgiu quando ninguém esperava. A prata em Los Angeles (1984) foi conquistada por um time formado sem o apoio da CBF, com um elenco composto por jogadores quase que exclusivamente do clube gaúcho Internacional, incluindo Gilmar Rinaldi e Dunga, e comandado por um técnico novato, Jair Picerni. Acabaram perdendo a final por 2 x 0 para a França.
Neymar abraça o zagueiro Rodrigo Caio após fazer o gol do Brasil contra a Alemanha, no primeiro tempo da partidaFernando Frazão/Agência Brasil
Nos Jogos seguintes, em Seul (1988), a história era outra. Treinado pelo experiente Carlos Alberto Silva, o elenco contava com astros que viriam a ser tetracampeões mundiais com a amarelinha, entre eles o goleiro Taffarel e os atacantes Bebeto e Romário. Mais uma decepção na final, com derrota de 2 x 1 para a União Soviética.
Eliminado na primeira fase em Roma (1960), Tóquio (1964) e Cidade do México (1968), o Brasil sequer se classificou para Barcelona (1992). Mas seria em Sidney (2000) que a canarinha protagonizaria talvez a maior decepção de sua trajetória olímpica, ao ser eliminada novamente por um gol de ouro, dessa vez por Camarões, na quarta de final. O fiasco custou o cargo de Vanderlei Luxemburgo como técnico, e a seleção voltaria a ficar fora de uma Olimpíada na edição seguinte, em Atenas (2004).
Jogos de Pequim e Londres
Em Pequim (2008), sob o comando de Dunga e tendo Ronaldinho Gaúcho como capitão, a seleção brasileira voltaria ao pódio, conquistando o bronze sobre a Bélgica após ter perdido a semifinal para a bicampeã olímpica Argentina. Mas seria em Londres (2012) que uma nova decepção marcaria o Brasil: depois de chegar sem dificuldades à final, o time perdeu para o México por 2 x 1.
Para chegar ao tão sonhado ouro, Neymar e companhia superaram toda a carga pesada de decepções passadas da seleção em Olimpíada e em torneios internacionais disputados no Brasil. Ao fim, eles conseguiram se recuperar de um início de campanha apático e deram finalmente ao torcedor o direito gritar “É campeão” a plenos pulmões em casa, no Maracanã.
De fato, a abertura dos jogos foi emocionante e empolgante. Tanto que chamaou a atenção da Imprensa Internacional que teceu bastantes elogios, vejam:
Festa de abertura da Rio-2016 empolga imprensa internacional
Ritmos brasileiros e a top Gisele Bundchen são destaques na cobertura internacional do evento no Maracanã
Por Daniela Macedo
Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no estádio do Maracanã (Lucy Nicholson/Reuters/Festa de abertura da Rio-2016 empolga imprensa internacional)
Samba, funk, maracatu, bossa nova… e Gisele Bündchen. A festa musical brasileira no Maracanã e a presença da top empolgam a imprensa internacional. “Espetacular”, resumiu um dos jornalistas do americano New York Times.
O jornal Washington Post ressalta que o público acompanhou em coro o “cantor de samba muito amado” Zeca Pagodinho. “Os brasileiros conhecem as letras de centenas e centenas de músicas, portanto esses coros são muito comuns”, diz oPost.
A rede BBC destaca a reação positiva de seus leitores nas redes sociais e elogiou a cerimônia com um tuíte em sua conta no microblog: “Não sei quanto a vocês, mas nós estamos impressionados até agora pela #CerimoniadeAbertura da #Rio2016. Uau!”
O desfile da top brasileira Gisele Bündchen também é destaque na cobertura internacional. “Gisele acaba de entrar. Alguma outra coisa importa?”, pergunta o jornal Washington Post, enquanto Gisele atravessa o cenário da abertura ao som de Garota de Ipanema.
A modelo de 36 anos também impressionou os hermanos do jornal argentino La Nación, que chamou Gisele de “a garota de Ipanema mais sensual da cerimônia”.
O britânico The Guardian elogiou a apresentação de Daniel Jobim, neto do compositor Tom Jobim, da famosa Garota de Ipanema. O jornal ressalta que essa é a “segunda música mais tocada na história”, atrás apenas de Yesterday, dos Beatles, mas a cerimônia de abertura “nos lembrou que Garota de Ipanema é 20 MILHÕES DE VEZES MELHOR QUE YESTERDAY”, brinca o Guardian. E não poupa ainda elogios à bela Gisele, “que vem e que passa, num doce balanço a caminho do mar”.
A modelo Gisele Bündchen desfila no estádio do Maracanã durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016
Maracatu? Gambiarra?
Enquanto noticiam os eventos relacionados à cerimônia de abertura, as publicações estrangeiras explicam aos seus leitores termos típicos brasileiros, como maracatu e gambiarra.
O NYT tenta explicar a ‘gambiarra’, celebrada no evento e descrita pelos organizadores como o “talento brasileiro para transformar quase nada em algo grandioso”. “Acho que eles querem dizer que isso teve um baixo custo e pouca tecnologia, mas tem muita energia, orgulho e emoção”.
O Washington Post resumiu em poucas palavras o maracatu: “um amontoado de sons de bateria”. “É a real celebração da rica cultura musical do Brasil”, disse o jornal americano sobre a festa da abertura de cerimônia da Rio-2016.
Inventor do avião
A agência de notícias Associated Press lembrou a polêmica envolvendo a invenção do avião, creditada aos Irmãos Wright fora do país, no momento da homenagem a Santos Dumont na cerimônia de abertura. “No Brasil, eles dizem que Alberto Santos Dumont é o inventor – e que os Irmãos Wright inventaram, na verdade, uma máquina de saltar”, explicou a AP.
Aleluia! Menos mau para a ficha suja do Temer que é do sengundo Partido mais corrupto do Brasil, depois do PT, que é o PMDB. Mas chegou lá e precisa mostrar serviço para ajudar a limpar sua alma suja. Não parece ser dificil limpar toda a sujeira do PT, da Dilma e do Lula pois que eles as faziam descaradamente. Dificil é cortar na própria carne e isso ele está fazendo mandando a Anitta para o espaço. Aleluia irmãos!
Vejam o babado:
TEMER SE REVOLTA E NÃO VAI MAIS PAGAR POR SHOW DE ANITTA NA ABERTURA DAS OLIMPÍADAS
Sem verba federal: Temer corta patrocínio para abertura dos jogos olímpicos.
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Temer e Anitta - Foto/Reprodução
No fim de semana, anunciamos que acantora Anitta estaria na abertura dos jogos olímpicos e que esse shows teria ajuda de verba do governo federal. Muito bem, teria. Não vai ter mais. De acordo com o jornal 'O Estado de São Paulo', o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, decidiu voltar e mudar de decisão faltando cerca de vinte dias para o início da Olimpíada do Rio de Janeiro. Até então, o governo federal poderia pelo menos dar uma ajuda nos gastos da abertura e do encerramento da festa. O jornal afirma que as negociações entre a equipe de Temer e o Comitê Rio-2016 foram por água abaixo. Nem mesmo o fornecimento gratuito de energia e gasolina foi aprovado, surpreendendo a gestão internacional.
O prefeito do Rio de Janeiro, sabendo da crise que vive o Brasil e o estado de São Paulo, comentou que a Olimpíada foi uma oportunidade perdida. O peemedebista está bem mais gordo nos últimos tempos devido ao estresse com a organização da festa. O Comitê que organiza os jogos que confirmou ao jornal paulista que não vai mesmo ter a ajuda tão esperada de Michel Temer com dinheiro, mas que ainda tenta fornecimento de alguns itens de forma gratuita. Enquanto isso, alguns ingressos para a abertura das Olimpíadas estão sendo vendidos na casa dos milhares de reais pela internet.
A reportagem diz ainda que o que levou o Comitê Organizador a tentar a iniciativa foi a falta de capacidade de conseguir mais dinheiro justamente com a venda de ingressos, que já estava bem "salgada". O objetivo então foi conseguir do governo federal um retorno dos gastos. Não deu. O Comitê, quando aceitou organizar os jogos no Brasil, tinha outro governo do poder, o da presidente afastada Dilma Rousseff, que só foi afastada do cargo no dia 12 de maio e que ainda luta contra um processo de impeachment. A representante do Partido dos Trabalhadores (PT) se orgulha de ter sido uma das responsáveis pelos jogos.
A festa de abertura custará cerca de R$ 280 milhões. O valor já é quase o dobro do previsto quando as obras faraônicas das Olimpíadas começaram.