sábado, 2 de agosto de 2014

O Templo de Salomão by Edir Macedo e nossas caras de panacas

Por Kiko Nogueira ... 

Esqueça Salomão: o templo de Edir Macedo é um tributo a um vendedor excepcional ... 

Postado em 01 ago 2014
Ele
Ele

O Templo de Salomão, erguido por Edir Macedo em homenagem a si mesmo, marca uma nova fase em sua carreira de religioso — e, sobretudo, de vendedor excepcional.
É um símbolo de seu triunfo e de sua corporação, a Universal. Surge também num momento em que, de acordo com o IBGE, a organização cede fieis para outras denominações neopentecostais.
A inauguração do monstrengo contou com a presença de Dilma, Temer, Alckmin e outros políticos, numa demonstração de prestígio. O gigantismo da coisa impressionou os convidados: 100 mil metros quadrados de área total, 54 metros de altura, pedras importadas de Hebron, oliveiras do Uruguai, capacidade para 10 mil pessoas, uma arca de ouro nos moldes da que supostamente existia no primeiro templo — destruído, segundo a tradição, por Nabucodonosor em 586 a.C.
No bestialógico oficial, a construção se baseou em “orientações bíblicas”. O arquiteto Rogério Silva de Araújo afirma que os dados foram retirados de passagens do Velho Testamento e de “estudos realizados em Israel”. O prédio tem um selo de sustentabilidade, que não quer dizer nada, mas está lá. Tudo por 680 milhões de reais (sendo que 35 milhões foram economizados com um alvará de reforma).
O próprio bispo agora se apresenta de outra maneira. Para combinar com a casa, seu visual se aproxima mais ao de um rabino. Nos cultos, usa um talit (o manto ritual do judaísmo) e um solidéu. Deixou crescer uma barba de profeta.
Nem Salomão, nem Davi, nem Moisés: a figura mais apropriada a uma analogia com Macedo é a de um homem de negócios próspero. Edir Macedo é o Lobo de Wall Street dos evangélicos e seu templo é o iate que provava sua ascensão.
O Lobo era o apelido de Jordan Belfort, um investidor que enriqueceu aplicando, primeiro, pequenos e depois grandes golpes em desavisados. Lançou uma autobiografia que virou filme de Martin Scorsese no ano passado. Um picareta carismático que, entre 1989 e 1997, fez fortuna com fraudes na Bolsa.
Belfort era um vendedor extraordinário. Edir é isso, ao fim e ao cabo. Ele pode se vestir de rabino, mas essa permanece sua essência. Um vídeo gravado no fim dos anos 80, numa convenção da Universal, oferece uma amostra de seu talento. Ali estão as fundações do que levaria ao templo em São Paulo.
Diz ele aos pastores:
– Você tem que chegar e se impor: “Ó, pessoal, você vai ajudar agora na obra de Deus! Se você quiser ajudar, amém. Se não quiser ajudar, Deus vai arranjar outra pessoa pra te ajudar. Ou dá ou desce!”
– Você tem que ser o super-herói do povo! Você nunca pode ter vergonha. Não pode ter timidez. Peça, peça, peça! Tem que ser no peito e na raça! E se tiver alguém que não dê, tem um montão que vai dar.
No início do filme de Scorsese, o jovem Belfort encontra-se com seu primeiro chefe, Mark Hanna, que se tornaria uma espécie de guru. Hanna explica sua filosofia:
– Foda-se o cliente. Sua responsabilidade é colocar o dinheiro na mesa. Nós não criamos nada, não construímos nada. O nome do jogo é tirar o dinheiro do bolso do cliente e passar para o seu bolso.
Apanhado pelo fisco, Belfort perdeu o iate, a mansão, a Lomborghini branca e a mulher. O vendedor Macedo, mais esperto, fatura, fatura e ergue uma pirâmide. Perto dele, o Lobo de Wall Street é Lassie.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/esqueca-salomao-o-templo-de-edir-macedo-e-um-tributo-a-um-vendedor-excepcional/
Video do ex-macumbeiro ensinando a máfia a roubar os fiéis

Postado em 27 jul 2014
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O Templo de Salomão finalmente está de pé.
É um monstro com 35 mil metros quadrados (a área coberta da Basílica de Aparecida tem 18 mil). A Exame fez uma lista das curiosidades: 40 mil metros quadrados de pedras importadas de Hebron (em Israel), doze oliveiras do Uruguai, cadeiras da Espanha. Um museu, chamado de Memorial, contará a história das 12 tribos perdidas.
Edir Macedo deixou a barba crescer até a coisa ficar pronta. Estava pagando uma promessa. Pregou lá em uma das inaugurações. O bispo mudou o figurino: agora usa sobre os ombros uma espécie de manto curto branco com detalhes em azul claro, preso por uma corrente no pescoço; na cabeça um solidéu maior que o modelo usado pelos judeus, parecido com aquele que é utilizada por muçulmanos.
A obra custou, oficialmente, 680 milhões de reais e levou quatro anos para ser construída. O dinheiro, oficialmente, veio de doações de fieis de todo o mundo.
Macedo mandou construir ali um túmulo especial, onde ele será enterrado — como os faraós e como Sarney, que tem um mausoléu em sua “fundação” no Maranhão.
A capacidade é para 10 mil pessoas. A ideia é ser uma réplica do templo em Jerusalém que foi destruído duas vezes na Antiguidade. A primeira por Nabucodonosor, da Babilônia, em 586 a.C. (a obra era de autoria do próprio rei Salomão, filho de Davi).
A segunda versão foi erguida em 164 a.C. e derrubada pelos romanos em 70 d.C.
O grande homenageado ali é, obviamente, o próprio Edir Macedo, que se eterniza como o Maluf do neopentecostalismo. O Templo de Salomão é o seu Minhocão, um atestado de poder e glória terrenos.
Jesus é pobre demais para entrar. Nos bons tempos, ele expulsou os vendilhões, reclamando que estavam transformando sua casa em um “covil de ladrões”.
Ele profetizou a derrocada. O Evangelho de Mateus, capítulo 24, diz o seguinte: “Ao sair do templo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e fizeram-no apreciar as construções. Jesus, porém, respondeu-lhes: Vedes todos estes edifícios? Em verdade vos declaro: não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído”.
Batata. Mas isso foi há dois milênios. Se tivesse sido consultado agora, provavelmente aconselharia: “Pra que isso, Edirzão…? Olha as crianças com fome, malandro”. Como não tem nada a ver com o negócio, o templo da Universal vai durar mil anos numa cidade que já tem a estátua do Borba Gato.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/jesus-entraria-no-novo-templo-de-salomao/

Nesse vídeo abaixo vemos um dos panacas metendo pau no Edir Macedo e no Templo:


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O preço político de aparecer ao lado de Edir

Postado em 01 ago 2014
Edir e Dilma
Edir e Dilma
Imagine que você é um jovem idealista.
Sonha por um mundo melhor, se indigna com a desigualdade social e pensa em militar em algum partido.
Aí então você vê a inauguração do Templo de Salomão.
Mais especificamente, você vê Dilma ao lado de Edir Macedo, agora com uma barba branca interminável.
Edir, o homem que inventou no Brasil a máquina evangélica de tirar dinheiro dos ingênuos, dos inocentes, dos crédulos – dos pobres.
Alckmin está lá também, contrito. Mas você não se surpreende com isso. Não espera de nada dele, e então sua presença não decepciona você.
Mas Dilma?
Num templo faustoso, para cuja construção milhões de fieis contribuíram muitas vezes com o que tinham no bolso.
Você vai pensar: não é esta espécie de política que eu quero fazer. Não é aquele partido que vai me ter.
Bem, todo o meu introito foi para dizer o custo de imagem para Dilma, e para o PT, de fazer um tipo de política tão parecido com tudo que está aí.
O comparecimento à inauguração do templo é apenas um entre tantos gestos.
Apenas para ficar num caso: você consegue ver Mujica no beija-mãos do Edir Macedo do Uruguai?
Mujica não foi sequer à consagração de Francisco em Roma, só para compararmos.
Ah, razões pragmáticas levaram Dilma ao Templo de Salomão. Ela tem que disputar os votos dos evangélicos. Tem que agradá-los.
Mas a que preço.
Você não apenas associa sua imagem à de um homem que é uma espécie de anti-Francisco. Um cultua a simplicidade, e a igualdade. O outro cultua o dinheiro, e a ostentação.
Você acaba também abraçando causas conservadoras apenas para não arriscar a perda de votos evangélicos.
Discutir coisas como o aborto? Esqueça. A legalização da maconha? Esqueça também.
Mas pior ainda.
Você parece mais um na multidão dos velhos políticos, sobretudo aos olhos de jovens idealistas que são, ou deveriam ser, o futuro de um partido como o PT.
Os princípios, na sofreguidão da busca por votos, vão sendo atirados ao mar como peso do qual você tem que se livrar.
Sobra o quê?
Pragmatismo, quando é demais, vira oportunismo cínico.
Não.
Não é baixo o “Custo Edir” para Dilma e para o PT.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-preco-politico-de-aparecer-ao-lado-de-edir/

Cambada de puxa-sacos e corruptos querendo tirar uma casquinha dos votos dos Panacas. 
Santa hipocrisia Batman! Esses Blasfemos, Saduceus e Fariseus arderão no fogo do Inferno.

Ps.: Só lembrando que Edir macedo é dono do PRB, Partido com mensaleiros presos e Bispos pegos com malas de dinheiro. 
Cuidado com o Crivella no Rio de Janeiro. Este é o Senador que nao fez nada e faz parte dessa gang que quer se eternizar no poder roubando o dinheiro público e dos fiéis.

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